“eu não penso. imagino e faço”

Às vezes pergunto-me se isto de me armar em blogger e em estilista não será areia a mais para a minha camioneta. Aventuro-me neste admirável mundo novo, dia após dia, todos os dias mais um bocadinho, muito pelo simples prazer de fazer nascer. E é bom, muito bom. Apesar dos medos e dos “e ses”, apesar do friozinho na barriga que se instala nos dias mais difíceis e exigentes, como o de hoje.

Já agora, para quem só veio parar ao meu blog agora, eu explico: há muito que sentia vontade de aprender uma coisa nova e de criar um projeto meu, algo que viesse da minha cabeça, mãos e coração. Era uma espécie de chamamento e a verdade é que não foi por aqui que comecei. Antes da Ma Petite Princesse, houve um concurso de ideias para a revitalização da antiga [e tão familiar] Saboaria e Perfumaria Confiança e, antes disso ainda, um sonho em forma de um café-restaurante especial que se encontra guardado [mas não esquecido] numa gaveta. Três anos de mim que acabaram por não ver a realização desejada mas nem por isso perdidos porque me fizeram chegar aqui, à roupa de bebé e à escrita, lugares de onde eu, de resto, nunca saí.

Mas dizia eu: um projeto meu, algo que viesse da minha cabeça, mãos e coração. Pois a oportunidade já existia, a maternidade deu o pontapé que faltava e os cinco meses de licença proporcionaram o tempo necessário para me apaixonar perdidamente pela ideia. O conceito: uma marca de roupa para bebés e um blog onde eu partilho a minha vida depois de ser mãe. O nome: Ma Petite Princesse, ligeiramente coquette mas afastado qb do mundo cor-de-rosa das princesas. A inspiração: ela, a minha filha recém-nascida, a Constança.

Ora a questão é que, eu, de escritora e criativa tenho só a parte do faz de conta, do experimenta, da tentativa-erro, do deixa lá ver no que isto dá. Ao que parece, esta atitude [acabei de ler aqui] é meio caminho andado para o sucesso ou, pelo menos, para que a coisa seja divertida, compensadora, feliz. Mesmo que às vezes seja um bocadinho frustrante. Mesmo que às vezes seja um bocadinho triste. E não é que nesse minuto, por coincidência ou destino, eu me deparo com este vídeo? Ouço este homem falar e emociono-me com a sua atitude simples e com a sua mensagem tão poderosa. Penso que, às vezes, o melhor é pensar menos para fazer mais. E aprendo que a tristeza, num certo sentido, até pode ser uma coisa boa.

[via o blog da Sílvia, com quem eu hoje tive uma boa hora de conversa, a mãe-de-forma deste meu blog]

Já passa da 1 e meia da manhã. É a segunda noite consecutiva que estamos até às tantas à volta dos tecidos, das rendas, das fitas e das peças preferidas da Constança. Mais de metade da colecção já está. Amanhã entrego todos os meus esquemas e rabiscos, rolos e moldes para que as especialistas [essas sim] façam o resto do trabalho. Depois, resta-me esperar pelo dia da alegria maior. Aí, sim, poderei agradecer a quem, em tudo isto, acredita.

“eu não penso. imagino e faço”

praticando a felicidade [5]

“eu não penso. imagino e faço”

reminder: promoções de verão

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There are 9 comments

  1. ana

    Dei hoje com o teu blog e li quase todo!!!Acho-lhe muita graça, porque me identifico bastante contigo (a minha filha também acaba de cumprir um ano a 18.10), com a tua escrita e a tua maneira de ser neste blog. Coragem e sorte! E parabéns pela filha linda que tens!

  2. Edien

    Muito profundo. muito inspirador, mas ao mesmo tempo triste, triste por ver que é tão simples encontrar a felicidade, basta ter força, basta descomplicar. Um beijinho e continuação do excelente trabalho que faz.Tem uma escrita linda…

  3. Alexandra de Amorim

    As peças e as imagens delas são lindas, ‘no ponto’, intemporais e ao mesmo tempo muito reais.
    E as palavras que se encontram por aqui são profundas, grandes, vincadas. O que se encontra pouco ‘por aí’. 😉

    keep going 🙂

    THE GLITTER SIDE | FB | IG

  4. le petit macaron

    Penso que vais no bom caminho. É mais do que normal sentir dúvidas, medos seria inconsciente não o sentir, mas é importante que não te deixes abater por pequenos percalços, pela falta de retorno que por vezes poderá existir….tudo faz parte…
    Errado é não dar o passo na direcção do sonho, errado é ficar tolhido pelos medos e imóvel a dizer mal da vida…
    As vossas peças são lindas, delicadas, diferentes…são um voltar às origens sem copiar ninguém…
    Coragem…baby steps…nada de desânimos
    Ah… e a parte de ser blogger, não te preocupes isso já está bem vincado, escreves muito bem e tens muita “alma” o que é difícil de encontrar!!!

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