a tristeza é calma

20h50, sozinha no escritório em Lisboa. Que dia longo e duro. Sinto-me cansada, perdedora, confusa. Hesito entre sair para jantar com uma amiga-colega e os amigos dela que eu não conheço ou ficar a por a minha outra vida [esta de nome Ma Petite Princesse] em dia. Fico. Talvez tenha decidido mal ou talvez não, talvez precise de umas horas calmas. Estou fora de casa há mais dias do que as mudas de roupa que tenho na mochila. Tenho saudades dele, tenho saudades dela, mas amanhã já é sexta-feira e vou voltar. Entretanto olho para o calendário dos próximos 2 meses e ficou preocupada; não sei como vou gerir as semanas, a ter que estar cá e lá, com dois projetos enormes nas mãos, um de cada lado do meu cérebro e do meu coração, tanta responsabilidade nos dois tabuleiros, tanto desafio e tanta ambição. Penso que temos de montar uma solução de recurso para podermos manter todas as hipóteses em aberto, todas as bolas a girar no ar. Penso que devo ser maluca. Sinto-me triste, pequena, mas estranhamente calma. Estranhamente calma. Paro e consigo ver-me com 5 ou 6 anos sentada no chão. – Pai, caí e esmurrei os joelhos. Ajudas-me a levantar? – Tenho os olhos cheios de lágrimas. E agora até parece que lhe sinto a mão pousada no meu ombro.

contradições matinais

contradições matinais

bom dia

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There are 7 comments

  1. Raquel Caldevilla

    Há pesos demasiado pesados, mas eu sei que vais conseguir superar. Limpa essas lágrimas e sorri, pois só grandes mulheres é que conseguem grandes feitos 🙂 *

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