Constança, estás a crescer [e eu escrevo para não esquecer]

[Constança, de vez em quando paro e observo-te]

Já te sentas direitinha numa mesa de café. Entreténs-te com os menus, os guardanapos e a minha colher de café. Estás sempre a espera que eu acabe o café para te dar a colher.
Já quase que andas. Dás três ou quatro passos sozinha, em nossa direção, cada vez mais confiante e a gostar da aventura. Não conseguimos evitar fazer-te uma festa, somos uns pais babados.
Já queres pegar no talher para comer. Não consegues, claro, mas tentas. Tal como tentas calçar o sapato [o “papo”] no pé, todos os dias. Eu deixo e espero, pacientemente, que mo dês para a mão.

Já falas muito. Estás sempre a falar. Na tua linguagem, alguns sons guturais, muito “papá” e “papa”. E “olá” [“oiá”] também. Ando a ensinar-te os nomes das partes da cara.
Já tens sete dentes de fora e uns três ou quatro a espreitar. São os suficientes para comeres de tudo, lindamente. És muito curiosa com a comida e eu orgulho-me de seres assim, confesso.
Já não cabes no canguru e desconfio que há roupa que não vai chegar ao fim da estação. As tuas unhas crescem a um ritmo alucinante, o cabelo não tanto.

Já sou tua mãe há quase 16 meses, mais os quase 10 em que te tive dentro da minha barriga. Neste papel da minha vida, estou realizada e feliz. Está a ser exatamente como eu tinha imaginado.

[escrevinhei este post depois do almoço, no café em frente a casa, contigo sentada ao meu lado]
[pensamentos no comboio] de regresso a casa

[pensamentos no comboio] de regresso a casa

a [nossa] alma é o segredo do negócio

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