praticar o silêncio

A Camila dorme. A Constança brinca na penumbra. Recebeu um caixote de brinquedos que eram das primas e está entretida a tirar tudo de dentro, a descobrir. Eu janto na varanda. Cheira a banho. O chão ainda está quente. Ouço o sino de uma igreja [será a Sé?], os vizinhos a prepararem o jantar, um carro ou outro a passar, o chilrear dos pássaros nas árvores da rua. A televisão continua “avariada”. Quase silêncio. Não há gritos, não há asneiras, não há birras, não há suspiros desesperados. Está tudo tão anormalmente calmo que eu até consigo respirar. Ando a praticar esta técnica de falar muito baixinho em casa e a Constança imita-me. Está a resultar. Eu, que me lembro de crescer numa casa barulhenta e excessivamente nervosa, decidi-me pelo inverso e está a resultar. Chamem-lhe mindfullness, estado zen ou apenas paciência e calma. Calma gera calma. Paciência é a maior virtude. Está a resultar.

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[playlist julho] música nova

quinta-feira [o melhor da minha semana]

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