fazer anos

Hoje celebro mais um aniversário e desta vez tive de fazer contas de cabeça… várias vezes. 36? 37? 38? Até a minha mãe se enganou. E eu, que nunca pensei muito sobre o que significa envelhecer nem nos impactos que o passar dos anos têm no corpo, admito que sou um bocadinho menos indiferente ao assunto. Acho que é normal, afinal já não sou uma miúda.

Antigamente gostava muito de fazer anos, era um dia alegre, passado numa roda-viva de telefonemas, visitas e preparativos para um jantar entre amigos ou uma festa arranjada, mas desde que tenho responsabilidades para dar e vender, nem por isso; é um dia quase igual aos outros. Não detesto, mas também não adoro. Talvez por ter bem presente a recordação do meu último dia de anos verdadeiramente feliz, todos a almoçar no terraço, o meu pai à cabeceira, estava um dia quente e eu usava um vestido branco.

Agora não é bem assim. Não me sinto velha, mas também não me sinto nova; na verdade nem sei bem como me sinto, mas também não vou pensar muito nisso. Porque hoje foi um dia bom: almoço em família alargada, peixe delicioso, bolo caseiro para sobremesa. Um único presente material, vários presentes em forma de beijos e abraços e telefonemas e “gosto muito de ti” da minha filha mais velha. E é tudo o que eu preciso neste momento.

 

 

 

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outubro [amanhã]

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