[21 meses depois] 10 dias sem ela


Amanhã vou fazer uma coisa que nunca fiz: viajar sem ela e estar fora mais do que dois ou três dias, um fim-de-semana. Sei que vai ser difícil e, ao mesmo tempo, bom. Por uns dias vamos voltar a ser só nós, vamos poder namorar, adormecer e acordar como antigamente, com tempo e espaço para os dois, coisa que também faz muita falta.

Mas, para falar a verdade, era necessário: a missão de montar uma casa em 10 dias não combina com ter uma bebé de quase 2 anos agarrada às minhas pernas o tempo inteiro. Vão ser tardes a montar móveis ikea, a limpar e a arrumar, a galgar ruas às compras de tudo o que falta [literalmente tudo] ou à procura daquele aparador vintage que eu sempre desejei e que nunca tive oportunidade de ter, até agora. E vai chover, claro, que eu atraio o mau tempo, só pode.

Portanto a Constança desta vez fica entregue aos cuidados dos três avós e do resto da família que está sempre por perto. Em jeito de compensação, hoje passámos o dia todo as duas, só as duas, inclusive fizemos o primeiro programa de cabeleireiro mãe e filha juntas – Constança também quis cortar as unhas [!!] e portou-se lindamente.

Agora fui dar-lhe beijo de boa noite e endireitar-lhe o corpo na cama. Pensei que parece mais menina com este pijama que lhe comprei. E que de facto não adianta ter colchas e endredons: ela é calorenta e dorme a noite toda destapada. Gosto tanto de a ver dormir, tão serena, sem chupeta, caracóis loiros na almofada pequenina. A minha filha está a crescer. E eu hoje escrevo para não esquecer.


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