as [nossas] gaivotas

Passa da meia noite. Deitada na cama, ouço as gaivotas. Gosto deste som desde criança e sei bem a razão: porque a minha mãe também gosta. Faz-lhe lembrar o mar. Sempre a ouvi dizer, num suspiro bom, como gosta de estar à beira-mar, da maresia e do som das gaivotas no fim de um dia de praia. E o meu pai, que não apreciava praia, fazia-lhe a vontade.

Cresci com essa memória. Então se há coisa que me sossega [e alegra] é ver o mar, pisar a areia e ouvir as gaivotas ao entardecer. No verão e no inverno. Num dia quente ou de nevoeiro. A praia renova-me, inspira-me, faz-me falta. Tal como à minha mãe. Tenho muito dela em mim.

[escrever para não esquecer] 22 meses

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co-sleeping: nem nunca, nem sempre

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