o último dia do pai


Por este dia, há três anos atrás, escrevi algo assim: Aperaltou-se todo para sair com as duas filhas. Orgulhoso, sentou uma de cada lado: a mais velha a direita, a mais nova à esquerda. Então jantaram, os três, juntos.

Foi um bom serão. Já não sei ao certo sobre o que falámos, mas lembro-me que foi um jantar cheio de delicadezas, brindes e pequenas cerimónias. Fazia questão e ainda bem. Lamento agora nunca lho ter dito.

Foi o nosso último jantar. Estava tão elegante que é assim que hoje o vou recordar. E não que foi precisamente nessa noite que deixou transparecer as primeiras dores. Ou o pesadelo que a partir daí se seguiu. Nem que 6 meses depois já cá não estava.

O meu Pai faz-me falta. Hoje. Todos os dias. Sempre.


3 comentários a “o último dia do pai”

  1. Já tinha lido da outra vez. O efeito foi o mesmo. Um aperto, olhos humidos. Sinto mesmo muito, Ana. Um abraço apertado. Bjs. Ana Rocha

  2. Já tinha lido da outra vez. O efeito foi o mesmo. Um aperto, olhos humidos. Sinto mesmo muito, Ana. Um abraço apertado. Bjs. Ana Rocha

  3. Como a entendo… perdi o meu Pai fez em Janeiro 7 anos… não estava doente… creio que apenas tinha chegado a sua hora!! É uma saudade imensa a cada dia!! É duro este dia…são duros todos os dias sem ele.
    Beijinhos.

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