sábado

acordar cedo, nem parece fim-de-semana. sair para trabalhar, para ler, para escrever. está-se a tornar numa rotina, esta, de madrugar aos sábados e deixar a casa a dormir. entrar na sala de cima da biblioteca, escolher um lugar à janela, procurar o sol. ler muito, escrever menos, não tanto, a manhã no fim. voltar para casa, a pé, encontrar a mana e a sobrinha teresinha, que coincidência. sentar para comer, esbarrar com fotografias do pai na carteira dela, nó na garanta, lágrimas na mesa de café. trazer a bebé, uma cadeirinha pequena, um corpinho de poucos quilos, já quase não me lembrava. emocionar-me, uma vez mais, com a reação da constança à prima, tão contente, tão embevecida, tão carinhosa. partilha o pão, a chupeta, dá lambidelas, quer agarrar. emocionar-me com os primeiros passos da minha filha, 15 meses e meio, parece estar na hora de andar. almoçar no feminino, a mãe e as filhas e as netas, a matar saudades. depois a sesta dela, eu no sofá ao computador, a minha música, só as duas em casa. é sábado e o fim-de-semana ainda vai a meio.

era tão bom

era tão bom

sábado

o prazer [e a dor] de criar

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