[Natal parte 3] já somos 29

Conto-nos todos os natais. E todos os natais somos mais. Este ano somos 29: a avó, 5 filhos, 6 cônjuges, 10 netos, 5 deles acompanhados, 2 bisnetas. Já quase que não nos conseguimos sentar todos, nem separando a família entre a mesa dos adultos e a mesa das crianças. Também já não há crianças [as crianças de outrora medem hoje mais do que um metro e setenta] e o menu vai sendo desvirtuado. Perdeu-se o polvo panado e os outros fritos, o perú e o pão de ló feito pela tia Z. Mas há outras coisas, tantas, que se mantêm iguais. 


O barulho, os Peixoto de Almeida falam muito alto. O sentido de família. O respeito pelas tradições. Os gestos e os hábitos de cada um dos meus tios. As histórias contadas à mesa. E depois há quem leia um texto, joga-se um jogo, projectam-se slides antigos. Este ano os tios J. e T. trouxeram vídeos das férias em Moledo, quando éramos todos miúdos, os primos. Revi-me adolescente e bolachuda.

Somos muitos, cada vez mais, e já são raras as casas que conseguem acomodar tanta gente. Ou são raras as pessoas que têm energia para o fazer. Por isso, com mais ou menos pompa, estarmos todos aqui é o que realmente importa. Este é o Natal mais divertido de todos. 


[Natal parte 1] a ceia na avó Celestina

[Natal parte 1] a ceia na avó Celestina

[da minha playlist de natal] michael bublé

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